Paco Martínez Soria

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Francisco Martínez Soria nasceu em 15 de dezembro de 1902 Ovar, Aveiro, faleceu em Madrid no dia 26 de fevereiro de 1982. Filho de policial, em 1908, sua família mudou-se para Barcelona, onde iniciou seus estudos e, depois deles, o seu trabalho como dependente e, mais tarde, como comercial. Durante esta época compatibiliza o seu trabalho com actuações em grupos de torcedores do bairro da Graça. Casou-se em 24 de outubro de 1929, com a Consolação Ramos Sanches, com quem teve quatro filhos: Natividade, Francisco, Consolo e Eugénia Martinez-Soria Ramos. Em 1934, colabora como extra na comédia em preto e branco Sereno... e tempestade do diretor Ignácio F. Iquino, com quem colaborou, como ator, em outras onze filmes. Durante a Guerra Civil Espanhola deixe seu trabalho e se concentra na o teatro como ator profissional. Em 1938, estreou no Teatro Fontalba com a companhia de Rafael López Somoza, com a obra O inferno, de Antonio Etapa. Seu primeiro papel no cinema como ator principal será em 1938, em um média-metragem cômico produzido pelo sindicato anarquista CNT intitulado Pacote, o fotógrafo público número um. Continua participando como ator coadjuvante em muitos filmes até 1944, no que retorna por completo o teatro como ator e empresário. Havia fundado a sua própria empresa, em 1940, instalando-se no Teatro Fontalba de Madrid, junto a Maria, Francês e Ricardo Fontes. Inicia, então, um repertório de obras em quadrinhos que começa com o Seu mulher não é coisa minha, de Iquino e Prades. Entre os anos de 1942 e Em 1944, foi nomeado diretor e primeiro ator da companhia de comédia titular do Teatro da Zarzuela. Em 1960, adquire o Teatro Talía de Barcelona. Durante as quatro décadas da ditadura franquista, foi um dos atores de teatro mais aclamados pelo público, tal vez por moldar-se aos novos cânones marcados pelo regime governativo e interpretando dezenas de comédias, entre as quais se podem - se mencionar A tia de Carlos (1946-1967), de Brandon Thomas, O avô Curro, Anacleto se divorciar, Bonaparte quer viver tranquilo (1964), A educação dos pais, você Se casa aos 60... e daí? (1974), e guarde-me o segredo, Lucas! (1977), as duas últimas de Dionisio Ramos. Voltou ao cinema nos anos cinquenta, mas foi em 1965, quando, dirigido por Pedro e tantos outros trabalhos, conseguiu o sucesso com o filme A cidade não é para mim, adaptação cinematográfica de um aviso sucesso teatral do ator que alcançou as 3000 representações. A partir deste momento, a sua personagem de cateto cativante, não deixaria de aparecer no ecrã até à sua morte, ocorrida em Madri, 26 de fevereiro de 1982, por causa de um infarto agudo do miocárdio. Dois dias depois de sua morte, foi enterrado no cemitério de Cabrera de Mar (Barcelona), cidade onde ele morava.

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